segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Manuel de Oliveira Moreira (1906-2005) — Bombeiro Voluntário; motorista de carro da praça


Nasceu em Nine, concelho de Vila Nova de Famalicão, no dia 19 de Março de 1906, onde cresceu e se fez homem. Veio para a Póvoa de Lanhoso em 1926, pela mão do Padre José Dias, sendo seu motorista (a sua carta de condução de veículos ligeiros e pesados foi obtida em 27 de Fevereiro de 1928) durante alguns anos. Em 1929 casou, na Póvoa de Lanhoso, com Maria Rosa Lopes, união da qual nasceram vários filhos. Após o casamento trabalhou numa oficina de reparação de automóveis (por isso era por muitos conhecidos como “Se Manuel da Garagem”), e, mais tarde, foi “motorista na praça” de automóveis de aluguer na Vila da Póvoa, até se aposentar. Bombeiro desde 1937, ascendeu ao quadro honorário em 24 de Janeiro de 1979.
Em 19 de Março de 1988, o município atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata) pelos seus serviços à corporação de Bombeiros. Em Outubro de 2003, o Club Rotário da Póvoa de Lanhoso centrou no decano dos bombeiros povoenses uma homenagem aos Soldados da Paz.
Manuel Moreira faleceu na Póvoa de Lanhoso no dia 1 de Dezembro de 2005, poucos meses antes de completar um século de vida.

José Abílio Coelho

domingo, 12 de fevereiro de 2012

José Luis da Silva Júnior (1891-1955) – Advogado, notário, primeiro presidente do SC Maria da Fonte


Silva Júnior: sentado, à direita.
José Luís da Silva Júnior nasceu em Braga a 16 de Fevereiro de 1891. Licenciou-se em direito pela Universidade de Coimbra, tendo, logo após a obtenção do grau, instalado banca de advogado na Póvoa de Lanhoso, vila onde, em 1920 era também notário. Uma função que manteve até Setembro de 1951. Nesta data, mudou-se para Braga, onde passou a exerceu a chefia da secretaria judicial da cidade, até ao seu falecimento em 19 de Agosto de 1955[1].
Foi uma figura de grande prestígio na Póvoa de Lanhoso, onde, para além de notário e advogado, foi presidente — o primeiro presidente — do SC Maria da Fonte, mesário da Santa Casa da Misericórdia, vereador e vice-presidente da Câmara Municipal. Foi amigo pessoal de António Ferreira Lopes. A confiança do “brasileiro” das Casas Novas no saber jurídico deste homem era tal que, e como pode aferir em várias cartas que dirigia aos sobrinhos que o representavam na Póvoa de Lanhoso quando o nenemérito estava em Lisboa, não tomava qualquer decisão nos seus negócios sem consultar o Dr. José Luis.
Casou em Braga com Eugénia Barbosa e Silva, tendo vindo de imediato instalar-se na Póvoa de Lanhoso, numa habitação do Largo de António Lopes. Aí nasceram todos os seus oito filhos, sete rapazes e uma menina. Sua esposa viria a falecer bastante jovem, na sequência de complicações surgidas após o parto do último filho.
Sendo um homem de baixa estatura, e para ser distinguido de outro grande advogado que tinha banca na vila da Póvoa, os povoense alcunharam-no de “doutor pequeno”.
Como se disse, em 1951 decidiu radicar-se em Braga. Ali foi mesário e depois provedor da Santa Casa da Misericórdia daquela cidade[2] até à morte, em Agosto de 1955. Em 1956, a Misericórdia de Braga prestou-lhe uma homenagem, tendo o seu retrato sido descerrado na sede da instituição, numa cerimónia em que usou da palavra o seu antecessor, Dr. Elísio Pimenta[3].

José Abílio Coelho


[1] Terras de Lanhoso, nº244, de 21 de Novembro de 2007.
[2] Maria da Fonte de 20 de Janeiro de 1952.
[3] Maria da Fonte de 16 de Setembro de 1956.

Eduardo Silva (1914-2005) — Comerciante e mesário da Misericórdia


Eduardo Peixoto da Silva nasceu em Travassos, Póvoa de Lanhoso, em 13 de Dezembro de 1914, vindo a falecer na vila da Póvoa a 20 de Dezembro de 2005.
Aos 10 anos, depois de concluir na escola de Travassos a instrução primário, veio empregar-se como marçano na casa comercial de Álvaro Ferreira Guimarães, onde, subindo degrau a degrau na carreira que então honrava os que a seguiam — a de empregado comercial —, se manteve até depois dos trinta anos. Nessa altura, com o objetivo de melhorar a sua situação económica, foi trabalhar para Famalicão. Mas, a saudade da terra não lhe permitiu que ali se sentisse feliz e por isso, cerca de três anos volvidos, voltou à vila onde se fizera homem. Alugou, então, uma loja na chamada “casa redonda”, onde abriu o seu próprio estabelecimento de fazendas e miudezas, no qual trabalhou quase até ao fim da vida.
Sendo hóspede da Pensão de Laura Mota, viria a casar-se com uma das suas filhas, Adelina Augusta Antunes (01-01-1928/10.05.1998). Lina Mota (como era conhecida Adelina Antunes), foi uma das grandes cozinheiras da Póvoa de Lanhoso, vindo a herdar da mãe a pensão e os saberes gastronómicos, que explorou durante várias décadas[1].
Para além de comerciante, Eduardo Silva foi mesário da Santa Casa da Misericórdia e dirigente do SC Maria da Fonte.

José Abílio Coelho


[1] Terras de Lanhoso nº 195, de 4 de Janeiro de 2006.

Artur de Jesus Pereira (1903-1936) — Comerciante

Nasceu em Caniçada, concelho de Vieira do Minho, a 29 de Março de 1903, filho de Carolina Pereira, daquela freguesia, e do comerciante povoense Leandro Augusto da Silva Pereira, conhecido no meio como “Augusto Tendeiro”. Este homem andava pelas feiras com uma tenda — daí a alcunha de “Tendeiro”. Nos finais do século XIX deixou o comércio itinerante e abriu um estabelecimento na vila da Póvoa, sendo considerado um dos principais impulsionadores da feira franca de São José, nascida nos finais do século XIX.
Artur de Jesus, que até aos sete anos viveu com a mãe, na sua freguesia natal, veio em 1910 residir com seu pai na Póvoa de Lanhoso. Aqui cresceu e frequentou a escola primária do Conde de Ferreira, existente na avenida da República, onde completou a instrução primária, ao mesmo tempo que fazia o seu tirocínio no comércio ao balcão da loja de seu pai.
Aqui casaria com dona Iara de Jesus Queirós em 22 de Novembro de 1924, união da qual nasceram vários filhos. Fundou então ele próprio a sua loja comercial, no edifício conhecido por "Casa da Foz", a que chamou “O Batareiro da Póvoa”, e que rapidamente transformou numa das melhor sortidas em produtos de vestuário e afins. Fotógrafo de mérito, sendo um dos primeiro da vila da Póvoa com estúdio na sua própria casa.
Foi o fundador da segunda série do semanário “A Póvoa de Lanhoso”, aparecida em 1929 (a primeira série fora fundada em 1919 por José da Paixão Bastos), do qual foi administrador e proprietário durante vários anos, entre 1932 e a sua morte ocorrida em 1936.
Foi presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo), cargo que ocupava quando a morte o levou, em 14 de Novembro de 1936, num acidente de moto, quando, da Vila, se dirigia para Ralde (Taíde). Tinha apenas 33 anos de idade.

José Abílio Coelho

Manuel António Veloso Rebelo (1910-1963) - Ornamentador

Manuel António Veloso Rebelo nasceu em 23 de Setembro de 1910, na vila da Póvoa de Lanhoso (numa casa situada em frente ao Jardim António Lopes). Descendente de João Olímpio Sampaio Rebelo e de Carolina de Jesus Veloso Rebelo, neto de Maria Vitória Sampaio Lobo Rebelo e de Lino António Rebelo; era irmão de Maria Vitória Veloso Rebelo que faleceu apenas com 20 anos, e de Lino António Veloso Rebelo que morreu precocemente aos 15 anos de idade.
Quando completou 27 anos, casou com Isaura da Silva Freitas que viria a falecer de parto em Março de 1937. Deste casamento nasceram dois filhos: Lino António e Maria da Alegria Freitas Rebelo.
Em 1942 casou em segundas núpcias com a jovem Almerinda de Jesus Lopes de Macedo e com quem viveu até ao resto da sua vida. No seio deste casamento nasceram 5 filhos: Maria Vitória, Olímpio da Vitória (que viria a morrer ainda criança), Maria Liseta, Maria Olímpia e Rui Manuel (que tinha apenas quatro meses quando ficou órfão de pai).
Mas quem foi este Povoense que deixou um nome ainda sonoro nos dias de hoje?
Ora na sua curta mas multifacetada vida foi bombeiro, motorista e mecânico que com a ajuda de Carlos Freitas arranjava os carros e ambulâncias dos Bombeiros Voluntários. A esta Instituição dedicou muitos anos e horas diárias. Na sua vertente de desportista, ao serviço do Sport Clube do Maria da Fonte, foi guarda – redes de futebol além de meritório ciclista e corredor de atletismo, obtendo medalhas em várias provas realizadas na primeira metade da década de 30. No teatro despenhou o papel de luminotécnico, no entanto não conseguiu resistir ao mundo da arte e integrou o elenco de uma peça de teatro como actor.
Mais tarde a sua rotina dedicada às instituições da sua amada terra alterou-se com a doença do pai, pois teve que assumir as Ornamentações e Funerária Olímpio Rebelo e Herdeiros, que funcionam há 107 anos sem nunca terem encerrado as portas. Transferiu a loja de artigos eléctricos (situada no centro da vila, no edifício ocupado hoje pela entidade bancária Millennium bcp) para o andar inferior do prédio da família (onde na actualidade se instala o restaurante Velho Minho), contíguo à sua residência.  
Dos seus amigos íntimos destaca-se o então comandante dos Bombeiros, Luís Pinto da Silva, que também foi padrinho do seu segundo casamento juntamente com a sua mulher Laura da Silva Barros, assim como tutor dos filhos menores quando Manuel Rebelo faleceu. Contudo, o seu grupo de amigos era vasto, salientando-se Manuel Matos Cruz (de Travassos, casado com a D. Almerinda do Pinheiro), Carlos Freitas, André Saraiva, António Fernandes (O Nicha) João Abreu, José do Egipto, Aristides do Nascimento Rebelo, António Fernandes Pinto Miranda, António Maria Alves de Oliveira, Arlindo de Macedo, Alberto Ramos e muitos outros não citados que pertenceram aos seus laços de amizade.
Da sua faceta de bom samaritano para com o próximo, sempre solícito para ajudar os necessitados, conta-se que estendeu a mão um homem apelidado de Chicolateira, detentor de um defeito físico nas pernas, muito pobre e que vivia com parcas condições, a quem dava comida e lenha para se aquecer. Um dia o infortúnio bateu-lhe à porta, vítima de bárbara agressão, e foi Manuel Rebelo quem amparou a sua defesa em tribunal.
Também como empresário da Casa Rebelo deu trabalho a muitas mulheres de Galegos e a algumas oriundas da Portela, a que Manuel Rebelo também alimentava, num tempo de enormes dificuldades e poucas condições sociais.
Morreu ainda jovem, com 52 anos de idade, quando não conseguiu lutar mais pela vida que tanto gostava. A sua passagem pelo mundo terreno deixou uma imagem que jamais se extinguirá, de pessoa com mérito, afectiva, compreensiva e tolerante. A bondade do seu coração era infindável, como sempre disse a sua filha Liseta que cumpriu os seus desejos de se tornar uma grande mulher.
No dia 1 de Setembro de 1963, domingo, ao meio dia o sino da Igreja Matriz tocou as badaladas de despedida a um homem a quem o futuro pouco sorriu mas que deixou um passado digno de história.

Rui Rebelo
In Terras de Lanhoso de 27.02.2008

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Olinda Ida Serzedelo Ribeiro (1901-1926)

Olinda Ida Serzedelo Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro a 12 de Dezembro de 1901, filha do capitalista povoense, natural da freguesia de Serzedelo, Manuel António Vieira Serzedelo, e de sua mulher D. Bebiana Ida de Castro Serzedelo, natural de Fontarcada.
Meses depois de nascer, seus pais trouxeram-na para Portugal, fixando residência, nesses primeiros meses de regresso ao país natal e de vida da pequena filha na rua do Alcaide, em Braga. Aí, na igreja de São Tiago da Cividade, foi a pequena Olinda Ida baptizada.
Em 1904, encontrando-se pronta a vivenda que Manuel Serzedelo mandou construir no lugar da Arrifana, da freguesia de Fontarcada, veio a menina com os pais habitar a nova casa. Por ali cresceu. A sua juventude foi problemática, por causa de vários problemas de saúde que a apoquentaram. Ali frequentou a escola do ensino básico, recebendo formação suplementar na própria casa paterna. Sendo filha de um “capitalista opulento”, ficou dela a memória de se dedicar a ajudar os pobres das redondezas.
Casou a 12 de Julho de 1924 com António Belarmino Teixeira Ribeiro, filho do advogado Alfredo Ribeiro. O tempo de felicidade do casal foi, porém, muito reduzido, já que a jovem Olinda Ida viria a morrer em 16 de Maio de 1926 (com apenas 24 anos de idade), ao dar à luz, em casa, o seu primeiro filho, uma menina que sobreviveu[1]. Assistida pelo Dr. Adelino Pinto Bastos, médico de grande prestígio na região, não conseguiu mesmo assim resistir a problemas de saúde que tinha, e que na hora do parto se complicaram.
O seu corpo foi inumado na sepultura número 13 do jazigo que seu pai, em 1914, mandara construir no cemitério municipal da Póvoa de Lanhoso.
José Joaquim Teixeira Ribeiro, irmão de seu marido e futuro reitor da Universidade de Coimbra, dedicou-lhe, nas páginas do semanário “Maria da Fonte”, um candente soneto (num estilo muito próprio da época) intitulado “Pétalas de Saudade”.

“O céu naquele dia estava engalanado
Com lindo arrebois, com purpuras a arder,
Que os anjos divinais queriam recolher
O pranto sem ter fim dum peito enamorado.

Chegou ao pé de Deus, já farta de sofrer,
Uma pomba gentil de olhar iluminado.
… E o diamantino sol ficou-se envergonhado
Ai ver o brilho astral da alma da mulher…

— Quem és? Tu d’onde vens?
— Eu sou a pobre mãe que deu a vida em troca do seu bem,
Do lírio estremecido, a filha imaculada…

Bailava o pranto já nos olhos de Maria…
E Deus disse por fim nos páramos do dia:
Mulher, se foste mãe, és sempre perdoada!

O sua morte, na flor da idade e durante o parto de uma menina, que sobreviveu à desgraça da mãe, causou viva consternação não só no concelho, mas na região, tendo ao seu funeral assistido centenas de pessoas e estado nele presentes individualidades de todo o norte do país.

José Abílio Coelho


[1] MF de 30 de Maio de 1926, p. 1

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Américo Simões (n. 1930) — “Farmacêutico”


Américo Lindauro Simões Lopes, figura popularmente conhecida em todo concelho como “Mequinho da Farmácia”, juntando o diminutivo do seu primeiro nome com a da actividade profissional de toda a sua vida, nasceu na Póvoa de Lanhoso, na Avenida da República, no dia 29 de dezembro de 1930.
Seu pai, José Simões Lopes, começou por ser aprendiz de tipógrafo no jornal “A Maria da Fonte”, profissão que mais tarde abandonou por ter sido admitido como funcionário do Registo Civil, era natural da freguesia de São Martinho do Campo. Sua mãe, Évila do Sacramento, era natural do concelho de Fafe, tendo casado com José Simões Lopes numa ocasião em que este estava empregado naquela cidade, como tipógrafo de um jornal da terra.
Casados e já com dois filhos nascidos, veio o casal viver na Póvoa de Lanhoso, numa casa sita na Avenida da República, primeiro, e numa casa da então Rua dos Lisboas (hoje avenida dos Bombeiros Voluntários), depois.
D. Évila era tintureira de profissão, ofício que trouxe consigo para esta terra, o qual por cá praticou por muitos anos, e no qual iniciou as suas filhas: daí que um dos apelidos dos membros femininos da família fosse exactamente o de “tintureiras”.
O casal teve vários filhos. Américo Lindauro Simões Lopes — porque é deste que pretendemos falar agora — cresceu na Póvoa de Lanhoso. Aqui deu os primeiros passos e frequentou a escola primária, aqui brincou como todas as crianças da sua idade, aqui aprendeu as primeiras lições da vida.
Aos 13 anos, porém, teve de partir para a cidade de Guimarães, onde se empregou como balconista na Farmácia Pereira, sita na (actual) Alameda, no coração daquela cidade. Naquele tempo começava-se a trabalhar muito cedo. Ali se manteve ao longo de onze anos e meio, praticando e aprendendo a profissão de "farmacêutico". Até que se despediu e, por alguns meses, passou a ganhar a vida como “viajante” de produtos farmacêuticos. O seu futuro estava, porém, na sua terra natal e, pouco mais de doze anos depois de daqui ter saído como "menino balconista", regressou como funcionário da Farmácia Matos Vieira, pertencente, então à farmacêutica Dra. Júlia Gonçalves — esposa do Dr. Severo, médico e cirurgião natural de Braga que teve consultório na vila e prestou serviço no Hospital António Lopes durante décadas. A Dr.ª Júlia era natural do lugar do Pinheiro, da freguesia de Lanhoso, filha do Sr. Constantino.
Américo Simões, que quando voltou à Póvoa tinha vinte e quatro anos de idade, chegou para assumir o cargo de ajudante técnico desta farmácia — vão lá bem mais de 50 anos! Desde então, conquistou a confiança dos clientes da casa e foi, ao longo de mais de cinco décadas, um profissional do mais elevado gabarito; um conselheiro em quem muitos doentes tinham tanta confiança como num médico. Aliás, a sua presença na farmácia tornou-se tão forte que, para além de, como atrás se diz, ter agregado ao diminutivo do seu nome a designação de “da Farmácia”, juntou a esta uma ideia com ainda maior força ainda: é que, durante décadas, grande parte dos clientes da casa conheciam a Farmácia Matos Vieira como “farmácia do Simões”. Com um feitio muito próprio, mas senhor de um coração de ouro, o Méquinho tornou-se um eficiente “farmacêutico” que toda a comunidade respeitava e procurava.
É o sócio número 1 de duas das mais importantes agremiações povoenses: os Bombeiros Voluntários e o Sport Clube Maria da Fonte. Contudo, poderá dizer-se que a instituição que serviu mais abnegadamente ao longo de décadas foi o selecto e durante muitas décadas influente “Clube Povoense”, por muitos ainda hoje conhecido por “clube dos Velhos”.
Vive hoje a sua aposentação na paz do seu apartamento sito ao Largo de Barbosa e Castro.

José Abílio Coelho